segunda-feira, 27 de outubro de 2003

O PIOR INÍCIO DE ANO LECTIVO DOS ÚLTIMOS DEZ ANOS

Realizou-se na passada Quarta-feira (dia 22), no Auditório do IPJ em Santarém, uma sessão de trabalho sobre este tema e que contou com a presença da Dra Ana Benavente, ex. Secretária de Estado da Reforma Educativa.

Estiveram presentes vários professores, autarcas e sindicalistas que manifestaram a sua preocupação com a actual situação na Educação.
Foi um interessante debate, na qual os presentes falaram das suas realidades e preocupações face ao degradar da qualidade de Ensino, dois anos após a tomada de posse deste Governo e que atingiu um momento insustentável, com a colocação de professores, ainda por concluir e que se está a revelar uma situação de caos e de desregulamentação pura e simples.

Hoje vive-se na Educação o “salve-se quem puder”, sem avaliação e orientação prospectiva e sustentada. Exemplo claro dessa desorientação é que hoje, mais de um mês depois do início do ano lectivo, dezenas de turmas e algumas centenas de alunos continuam sem ter aulas a várias disciplinas. No entender da Federação do PS, este foi o pior início de ano lectivo dos últimos dez anos no Distrito de Santarém.

Da parte da Dra Ana Benavente foi ouvida a preocupação com tudo o que se está a passar na Educação, que a maioria PSD-PP permite e promove, na certeza de que se a alteração à Lei de Bases da Educação já aprovada na generalidade e em discussão na especialidade na AR, não for substancialmente alterada o Partido Socialista irá votar contra, considerando fundamental a mudança ser assente na confiança nas novas orientações, o que não acontece.

A sessão de trabalho terminou com a intervenção da Dra Fernanda Asseiceira, responsável pelo Pelouro da Educação da Federação que concluiu que durante os dois últimos anos o Educação em Portugal sofreu graves retrocessos, quando a formação e a qualificação das pessoas devem ter prioridade para o desenvolvimento do nosso país.

O Presidente da Federação fez a intervenção final, assegurando a continuidade de reuniões de trabalho desta natureza no Distrito, dando voz “à necessidade de uma política coerente para a educação, que não é mais do que prospectivar uma política coerente para o futuro do Distrito e de Portugal”, disse.