quinta-feira, 5 de fevereiro de 2004

MIGUEL RELVAS DESAUTORIZADO PELO PRIMEIRO MINISTRO

Em visita realizada recentemente aos Distritos de Bragança e Vila Real, o Senhor Primeiro Ministro teve o cuidado de promover uma reunião de apelo, no sentido de aqueles dois distritos se organizarem numa única Comunidade Urbana, ao invés da pretensão que estava em marcha no sentido de se concretizarem duas Comunidades, uma de Trás-os-Montes e outra do Alto Douro.

Argumentou o Senhor Primeiro Ministro que a única forma de aquela região do país poder ambicionar à aprovação dos seus projectos no futuro, era dotá-los de uma dimensão maior, de cariz regional que ultrapassasse largamente as fronteiras que ali se desenhavam nesta área.

Há meses atrás, a Federação Distrital de Santarém do PS alertou e promoveu uma reunião alargada aos diversos parceiros sociais e políticos, para esta realidade. Ou seja, defendemos publicamente que se encontrasse uma solução a que chamámos Área Metropolitana do Ribatejo, coincidente com o actual Distrito de Santarém, por forma a que, no futuro, a região e o Distrito pudessem ver inscritas as suas ambições em sede de concretização efectiva.

Não pudemos ir mais longe porque não era essa a nossa função. Simplesmente promovemos o debate e alertámos para a realidade concreta que agora o Senhor Primeiro Ministro vem sublinhar, propondo não só a unidade de um Distrito, mas juntando dois (Vila Real e Bragança) na mesma Comunidade Urbana, isto é, na mesma região.

Não podemos deixar de evidenciar esta posição do chefe do Governo, totalmente contrária àquela que o seu Secretário de Estado, Miguel Relvas, vem propondo para o Distrito de Santarém, ou seja, a divisão do Distrito em duas metades, qualquer delas sem a dimensão necessária para poder fazer-se ouvir em Bruxelas ou até noutros fóruns de menor alcance.

Havíamos previsto, na altura em que propusemos que se reflectisse sobre a eventual criação de uma Área Metropolitana para o Distrito de Santarém, um período de um ano para que todos tomassem consciência da inevitabilidade desta proposta. Afinal, pela voz do próprio Primeiro Ministro, tal prazo foi grandemente reduzido neste apelo, que faz a dar razão ao que defendemos.

Só esperamos agora que, nesta senda de reconhecimento indirecto às nossas pretensões, o Senhor Primeiro Ministro aceite o convite que lhe fizemos para visitar o Distrito de Santarém e, dessa forma, possa conhecer as dificuldades e os constrangimentos que o governo está a criar aos Municípios, às Empresas e aos diversos agentes do Distrito.
Santarém, 2 de Fevereiro de 2004

O Secretariado Distrital do PS