quarta-feira, 28 de julho de 2004

INSTANTÂNEOS DO PS NO PARLAMENTO

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO

«Dr. Santana Lopes, antes de avançar com mais promessas pense bem e sobretudo cumpra aquelas que o seu partido prometeu, em nome do qual está aí sentado e que não cumpriu com os portugueses.»

MANUEL MARIA CARRILHO

«quando nós temos a situação gravíssima no quadro europeu de ter apenas 20% da nossa população entre os 25 e os 64 anos com o ensino secundário o que é que o Sr. Primeiro-Ministro pretende fazer?»

VIEIRA DA SILVA

«não é apenas a ausência dramática de qualquer referência ao combate à pobreza, inaceitável para quem reafirma a dimensão personalista das suas políticas, é também outro esquecimento imperdoável o dasaparecimento de qualquer compromisso de concretização do Plano Nacional de Inclusão»

 
MOÇÃO DE REJEIÇÃO APRESENTADA PELO PS, AO PROGRAMA DO GOVERNO 

O XVI Governo Constitucional apresenta-se à Assembleia da República com o seu Programa, em virtude de o XV Governo Constitucional não ter cumprido os compromissos que o anterior Primeiro-Ministro assumira perante os portugueses.

Apesar de existir uma maioria parlamentar, sustentada na coligação entre o PSD e o CDS/PP, foi aberta uma grave crise política, geradora de instabilidade no presente e no futuro.

O XVI Governo Constitucional é apoiado pela mesma maioria parlamentar, continua a acção do XV Governo Constitucional e não pode deixar de assumir plenamente a sua herança e os seus erros – em particular em domínios como o agravamento do desemprego, a longa recessão verificada durante 6 trimestres consecutivos, (caso único entre os membros da União Europeia), a quebra de investimento reprodutivo e uma gravíssima insensibilidade social.
 
A continuidade que o programa do XVI Governo Constitucional assume em relação à orientação e prática do XV Governo, sublinha, em traço grosso, as carências e os erros que marcaram a acção governativa dos últimos dois anos, numa acção nefasta, em particular nos domínios das políticas sociais, mas também na política geral e nas áreas prioritárias da economia e das finanças públicas, da educação, da ciência, da cultura, da saúde, da administração pública, do trabalho, da segurança social e do ambiente e desenvolvimento sustentável.

Após dois anos de governação PSD/PP, o país defronta-se com a crise das finanças públicas e a política orçamental, marcada pela obtenção a todo o custo de receitas extraordinárias, sem que se vislumbre a consolidação de médio prazo e com a persistência de uma visão fechada e rígida que sacrifica as despesas de investimento reprodutivo, impede a realização do objectivo nacional da convergência com os nossos parceiros europeus e é responsável pela quebra do produto interno bruto.

Em resultado desta política errada, a confiança dos agentes económicos está fortemente abalada e a credibilidade das políticas fragilizada. Em apenas um ano, o Governo inverteu a tendência que se vinha verificando na década de noventa. Portugal desceu três lugares na ordem correspondente ao índice de desenvolvimento humano (IDH) – de 23º para 26º lugar -, sendo ultrapassado pela Grécia, Singapura e Hong Kong. A convergência com os nossos parceiros da União Europeia ficou comprometida

A continuidade reafirmada leva a que o rigor, a transparência e a verdade continuem subalternizados e esquecidos, do mesmo modo que a bandeira das reformas estruturais -  cujo teor, sentido e alcance o país continua a desconhecer-se dissolve numa visível ineficácia e na investida contra os direitos dos trabalhadores.

A desadequação das soluções adoptadas quanto à orgânica do Governo, as escolhas e os episódios que marcaram a sua composição revelam que o executivo não só não dará resposta aos anseios dos portugueses como agravará o estado da Nação.

O Partido Socialista denunciou e combateu, nas diversas frentes e sectores, a execução do programa do XV Governo Constitucional e a sua vontade de insistir num rumo errado, que a maioria dos portugueses rejeita. Nestes termos, o PS afirma hoje, conhecido que está o Programa do XVI Governo Constitucional, a censura e rejeição frontal à orientação política que o actual Governo pretende prosseguir.

Nestes termos, ao abrigo do n.º 3 do artigo 192.º da Constituição e das normas regimentais competentes,

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista propõe que seja rejeitado o Programa do Governo apresentado à Assembleia da República pelo XVI Governo Constitucional.

Assembleia da República, 27 de Junho de 2004



terça-feira, 27 de julho de 2004

COMUNICADO SOBRE FOGOS FLORESTAIS

A Federação Distrital do PS vem tornar públicas as seguintes considerações :

        1.   Manifestar total solidariedade às populações, aos Bombeiros e aos Autarcas flagelados com este novo boom de incêndios que tem assolado o Distrito de Santarém.

        2.   Lamentar que, após um ano de catástrofe nesta área, como foi o ano de 2003, nada tenha sido feito pelo governo para melhorar as condições de combate e prevenção aos incêndios florestais. É, de facto, revoltante verificar que nem com a lição da total ausência de coordenação verificada há um ano, o governo tenha diligenciado uma organização mínima que evitasse os múltiplos incêndios já verificados no presente verão, com prejuízos avultadíssimos em todo o Distrito de Santarém. Não podemos deixar de perguntar se o governo voltará a ganhar dinheiro à custa deste flagelo, dando uns cêntimos de apoio financeiro àqueles que ficaram sem casas e sem património para depois lhes cobrar IVA em valor superior, tal como fizeram no verão de 2003.

        3.   Apelar ao Governo para que, de uma vez por todas interiorize uma consciência mínima de que têm de ser tomadas medidas em defesa das populações e do vasto património que assim se delapida nas áreas económica, social e ambiental, em proporções inaceitáveis num país moderno. Mais uma vez a prevenção está a falhar, o apoio aos Bombeiros não tem expressão mínima, a coordenação dos responsáveis fica muito aquém do mínimo aceitável e os Portugueses sofrem angústias de grande profundidade em cada verão que passa.

        4.   Finalmente, manifestar uma palavra de solidariedade e apreço aos Drs. José Alho e Fernanda Asseiceira, recentemente despedidos pelo governo das funções que exerciam no Parque Natural das Serras D’Aire e Candeeiros e Inatel, respectivamente. Ambos desempenharam as suas funções com elevada dedicação e prestígio, dignificando as funções desempenhadas e merecem a gratidão do Distrito.

 Santarém, 25 de Julho de 2004

quinta-feira, 22 de julho de 2004

DEBATE DOS TRÊS CANDIDATOS A SECRETÁRIO GERAL


A convite da Federação do PS de Santarém, os três candidatos a Secretário-Geral virão ao Distrito realizar um debate público, esclarecedor das suas ideias para o Distrito e País.

Os Debates realizar-se-ão na cidade de Santarém, na Casa do Brasil, pelas 21H30, nas seguintes datas:

JOSÉ SÓCRATES - Terça-feira dia 27 de Julho

MANUEL ALEGRE - Sexta-feira dia 30 de Julho

JOÃO SOARES - Terça-feira dia 3 de Agosto

Até ao Congresso realizar-se-ão outros eventos públicos, da responsabilidade das respectivas candidaturas e noutros locais do Distrito.

De lembrar que a eleição para Secretário Geral do PS se realiza por voto secreto entre todos os militantes - cerca de 70.000, dos quais 2.200 no Distrito de Santarém, sendo que as principais Concelhias do distrito são: Santarém - 450, Tomar - 310, Ourém - 210, Cartaxo - 120, Abrantes - 110 e Entroncamento - 100, que englobam mais de 60% dos militantes do Distrito.


terça-feira, 20 de julho de 2004

LEI VOLTA À BASE E CONCURSOS INTERMINÁVEIS

 
Na Educação, a Lei volta à Base…
 
A Federação do PS de Santarém, através do seu Departamento de Educação, congratula-se com o veto do Presidente da República relativamente à Lei de Bases da Educação, vindo ao encontro das suas preocupações sobre uma Lei não devidamente fundamentada, com aspectos que punham em causa a Constituição Portuguesa, sendo contestada por todos os parceiros educativos.

Esta decisão é uma verdadeira oportunidade, para que efectivamente todos possam participar desde que sejam ouvidos.

O PS disponibiliza-se como sempre o fez, para contribuir para a elaboração de uma Lei que não esteja sujeita a alternâncias governativas, criando definitivamente a necessária estabilidade no sector, importante para o desenvolvimento de Portugal.
 
Um Concurso sem fim ?
 
A instabilidade profissional de milhares de professores e das suas famílias, envolvendo cerca de meio milhão de Portugueses, é o resultado da aplicação do diploma que regula a colocação de professores.

Adiamento após adiamento, baseado em justificações em que já ninguém acredita, revela a incompetência da equipa e da tutela responsáveis por este caos.

O novo prazo para a publicação das listas definitivas é agora apontado para o final da primeira quinzena de Agosto.
Numa profissão já por si deveras stressante, durante o ano lectivo, até o direito a umas férias tranquilas é posto em causa.

Só quem desconhece a realidade escolar pode afirmar que a normalidade do início do ano lectivo não será comprometida.
 
A Federação de Santarém do PS reitera a sua posição relativamente ao erro da desarticulação dos Centros Área Educativa, iniciado por este Governo quando desde há dois anos tomou posse.

quinta-feira, 15 de julho de 2004

ENTREVISTA DE SOUSA GOMES AO JORNAL "O MIRANTE"

Com a devida vénia aos jornalistas de "O Mirante", transcrevemos na íntegra a entrevista do Presidente da Câmara Municipal de Almeirim, dirigente Distrital do PS e Presidente da Junta da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo.

Pacificação a mais afecta PS

O presidente da Câmara de Almeirim e da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo está pouco entusiasmado com a liderança e a vida interna do PS distrital e fala de pacificação a mais. Apesar disso, Sousa Gomes não gostou das declarações do presidente da Câmara do Cartaxo a O MIRANTE, onde foram feitas algumas apreciações ao trabalho autárquico que tem vindo a ser desenvolvido em Santarém. "Houve quebra de solidariedade", diz. Quanto à sua sucessão à frente do município de Almeirim defende que o mais apto é o vereador Pedro Ribeiro.

Como é que comenta a agitação vivida no interior do PS após a entrevista do presidente da Câmara do Cartaxo a O MIRANTE, onde se criticou a falta de liderança de Santarém no contexto regional?

Analiso essa intervenção na linha das críticas que de uma forma geral todos fazemos ao distrito de Santarém e ao seu peso político. Paulo Caldas pôs alguma tónica na Câmara de Santarém, admito que sim, mas não em exclusivo. Também acaba por tocar na direcção da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo e na Federação Distrital do PS, porque todos têm quota parte de responsabilidade no peso do distrito de Santarém no contexto nacional.

Essa entrevista gerou algum mal estar e foi até abordada num encontro de presidentes de câmara do PS realizada poucos dias depois aqui em Almeirim. Deram um "puxão de orelhas" ao presidente da Câmara do Cartaxo?

Existe entre autarcas e entre presidentes de câmara, até de partidos diferentes, um grande espírito de solidariedade. E na área da Lezíria em particular. A maneira como foram focados alguns aspectos da gestão autárquica de Santarém, pareceu, no espírito de alguns autarcas, que foi uma quebra dessa solidariedade. E quando se trata de pessoas do mesmo partido, estranha-se ainda mais que haja essa quebra de solidariedade. Neste momento acho que é um dever de todos nós contribuir para que a acção do presidente da Câmara de Santarém tenha êxito.

Que balanço faz da actuação de Rui Barreiro?

O presidente da Câmara de Santarém está a fazer um trabalho bastante bom para as possibilidades da sua autarquia. Quanto ao seu comportamento na vida político-partidária, pode suscitar algumas críticas. Admito que sim, porque cada um de nós tem as suas características. Mas não pode haver quebra de solidariedade por esse facto. E a acusação que foi feita ao presidente da Câmara do Cartaxo é essa, fundamentalmente.

Essa situação minou as relações entre os autarcas da Lezíria?

Não. Ainda ontem (8 de Julho) tivemos uma reunião em Santarém, estiveram presentes os presidentes das câmaras de Santarém e do Cartaxo e relacionaram-se normalmente.

As reacções à entrevista de Paulo Caldas acabaram por fazer com que alguns militantes do PS dissessem em voz alta aquilo que já se falava em surdina acerca de Rui Barreiro. Depreende-se que as coisas no interior do PS não estão pacificadas.

Acho que o PS de Santarém neste momento, se alguma crítica tem que se lhe fazer, é de estar pacificado demais.

Está a falar do PS de Santarém concelhio ou distrital?

Distrital.

Será mérito do seu líder, Paulo Fonseca…

Não sei se será mérito. Acho que o partido deve estar pacificado nas relações entre pessoas, mas não tem de estar pacificado na sua vida activa. Deve estar em permanente ebulição, embora com todos a puxar para o mesmo lado.

O PS está bem entregue?

Está entregue a uma pessoa que ganhou as eleições, que concerteza faz todos os esforços para desempenhar bem o seu lugar. Mas acho que haveria vantagens se estivesse à frente da Federação uma figura com outro peso e notoriedade a nível nacional.

Quem é que seria essa figura?

Tenho dificuldade em defini-la. Acho que há uma quebra de valores e que os melhores quadros do PS são os presidentes de câmara, que neste momento não estão disponíveis para assumir lugares desses.

Jorge Lacão não tem perfil para ser essa figura?

Não é o não ter perfil. Acho que Jorge Lacão é a pessoa mais inteligente e conhecedora que temos no PS distrital, tem um valor extraordinário. Mas tenho a sensação que não tem o todo para ser esse líder. Há anos apostei em Conde Rodrigues, mas tomou atitudes que entraram em choque com algumas pessoas. Na política deve-se omitir o que não se deve dizer. Tenho receio que a entrevista de Paulo Caldas a O MIRANTE possa ter consequências dessas.

Paulo Caldas pode ser um potencial candidato a líder distrital do PS?

Uma vez disse-lhe que ele podia ter as ambições mais desmedidas, mas devia ter cuidado em torná-las públicas. Porque todos os militantes têm ambições semelhantes e quando ouvirem um indivíduo a pôr-se em bicos dos pés hão-de fazer tudo para o tramar.

Acredita que é isso que lhe poderá acontecer?

Eu temo, porque penso que aquelas declarações foram um bocado prematuras. Posso estar errado, mas é a opinião de quem anda nisto há muito tempo.

Há pouco dizia que o PS está pacificado até demais. É porque não há debates de ideias?

Não. Acho é que devia haver mais intervenção na vida do partido. De todos, até de nós autarcas. Contra mim falo. Há pouca vivacidade no partido.

Não teme que os processos eleitorais que se avizinham, primeiro as autárquicas e depois as legislativas, com as consequentes escolhas de candidatos, ponham novamente o PS em polvorosa?

Julgo que os meus colegas de uma maneira geral se irão candidatar. E não sei se algum deles passará dificuldades particulares para ganhar a sua câmara. É evidente que muita gente aponta as interrogações de Santarém, essa pode ser a grande dúvida.

Na sua opinião, não há razões para ter dúvidas?

A análise que faço de Santarém é que Rui Barreiro está a fazer trabalho, mas não está a tirar os frutos dele. Isso talvez prejudique a sua imagem enquanto recandidato a Santarém. Agora, o que penso é que tem de se munir de uma postura um pouco diferente da que tem para resolver os problemas políticos de Santarém.

Que género de postura?

A política exige que tenhamos uma postura que se não conseguirmos estar bem com todos, devemos estar bem pelo menos com uma grande maioria e dos outros obter a tolerância. No mínimo isso. Os que estão contra têm que ser muito poucos. Em Santarém isso tem sido um bocado difícil de conseguir, mas com José Miguel Noras também foi.


Criar a identidade regional

Santarém não tem sabido impor a sua liderança à região e transformar-se em motor do desenvolvimento. O que é que tem faltado?

Penso que isso se deve também um bocado ao facto de haver alguns aglomerados no norte do distrito, como Tomar, Abrantes, Torres Novas ou mesmo Ourém, que são de dimensão muito próxima da de Santarém e que levam a uma certa dispersão. Mas Santarém tem condições para assumir a liderança distrital e ter força. Mas deve assumi-la como líder de uma sub-região onde se incluem Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Rio Maior para trazer peso para esta zona do distrito. E a CULT pode contribuir para isso.

Ainda existem bairrismos exagerados?

Os autarcas ainda têm pensado muito nos seus concelhos. É altura de se começar a criar a identidade regional. Santarém pode emergir dessa iniciativa e todos devemos trabalhar para que isso aconteça. Porque também é bom para nós.

A Santarém também parece faltar personalidades que a projectem. O PS, por exemplo, tem sido liderado nos últimos anos por políticos do norte do distrito. A Associação de Municípios da Lezíria tem sido presidida por autarcas de concelhos menos representativos, tal como acontece agora com a comunidade urbana...

Essa, por exemplo, foi uma decisão espontânea e natural dos autarcas e nem sequer houve votação. Entendeu-se que a minha acção à frente da associação de municípios não era de modo a merecer a desconfiança deles. E o próprio Rui Barreiro assumiu essa posição como natural.

É pois uma situação normal.

Temos pensado um bocado na diversidade de funções e de competências sem atendermos que forçosamente tem de ser alguém de Santarém a liderar o que quer que seja apenas porque estamos na capital de distrito. Isso não tem razão nenhuma de ser. A liderança na Lezíria tem sido consentida e repartida. Não tem de ser assumida por uma pessoa com o apoucamento dos outros parceiros. E isso não impediu que esta fosse a região com maior desenvolvimento no país nos últimos 5 anos.

Esse é um discurso para o interior do partido e da própria comunidade urbana. É um contributo para a pacificação?

Penso que não necessitamos neste momento de contributos para a pacificação. Não me parece que haja conflitos. O que acho é que a vida partidária, no PS e outros partidos, está um bocadinho subjugada a alguns interesses pessoais. No princípio da democracia portuguesa havia uma entrega por parte das pessoas e interesse naquilo que daí poderia advir. Era a defesa de ideias, captar eleitorado defendendo princípios. Neste momento vejo muitos interesses pessoais. Sempre que há eleições para o que quer que seja aparece uma quantidade de gente. Muitas vezes sem ter um passado que os abone em termos de competência e imagem pública.

terça-feira, 13 de julho de 2004

QUEREMOS A SECRETARIA DE ESTADO DOS TRANSPORTES NO ENTRONCAMENTO...

Comunicado do Secretariado da Federação de Santarém do PS

O Secretariado Distrital de Santarém do PS, reuniu em 12 de Julho de 2004, na sede da Federação, e deliberou tornar público o seguinte:

- Reafirmar que a crise política que se viveu nas últimas semanas foi da responsabilidade exclusiva do PSD, após a maior derrota eleitoral da sua história, motivada pela a deserção do Sr. José Manuel Barroso das funções de Primeiro-Ministro, depois de já o ter feito em relação ao seu programa eleitoral de 2002 – baixa de impostos e melhoria das condições de vida dos portugueses;

- No momento da sua saída, enaltecer a seriedade e estoicismo, do demissionário Secretário-Geral do PS, Dr. Eduardo Ferro Rodrigues, que durante dois anos e meio conduziu os destinos do nosso Partido, aguardando com serenidade o desenrolar do processo de eleição de nova Direcção Política, naturalmente marcada pela determinação na acção política e renovação de protagonistas;

- Agradecer ao indigitado Primeiro Ministro de Portugal, Santana Lopes, a facto de já ter anunciado a transferência para o nosso Distrito do Ministério da Agricultura, certos de que tal representará a resolução de parte significativa do desemprego criado pelo PSD nos últimos dois anos e a melhoria da eficácia no apoio ao desenvolvimento agrícola e florestal do nosso Distrito;

- A Federação do PS de Santarém, neste grave momento de seriedade que o País vive, não quer deixar de afirmar o seu firme desejo de acompanhar o Sr. Governador Civil e Deputados do PSD, na cerimónia de inauguração das futuras instalações do Ministério da Agricultura em Santarém, aguardando expectante pela sua rápida concretização, que trará um desenvolvimento sem par à Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo;

- Não pode deixar a Federação de Santarém do PS de lembrar a importância nacional do Centro Ferroviário do Entroncamento, da Logística dos Riachos, Torres Novas e Alcanena, certos de que as futuras instalações da Secretaria de Estado dos Transportes, aí ficarão sediadas, tendo nesse sentido já solicitado à Comunidade Urbana do Médio Tejo, cujos órgãos são presididos pelo insignes e reconhecidamente competentes Miguel Relvas e António Paiva, as demarches para a efectivação de tão importante desidrato para o futuro do Distrito.

O Secretariado da Federação Distrital de Santarém do PS

REUNIÃO DA COMISSÃO POLÍTICA DISTRITAL

No sentido de avaliar a situação política, nomeadamente o futuro do País, com o novo Governo que irá tomar posse, com a preparação do Congresso Nacional do PS e o desenvolvimento do Distrito de Santarém, reune a Federação Distrital de Santarém do PS a sua Comissão Política, na próxima Sexta-feira, pelas 21H00, na Sede da Federação em Santarém.

Preside à reunião, como habitualmente o Presidente da Mesa, Joaquim Rosa do Céu, também Presidente da Cãmara Municipal de Alpiarça. Além dos 55 eleitos, fazem ainda parte desta Comissão Política 6 representantes da JS, que neste fim de semana se encontram em Congresso Nacional, na Cidade de Guimarães, os Presidentes de Cãmara, militantes do PS, os Deputados (Jorge Lacão, Vitalino canas, Luisa Portugal e Nelson Baltazar), bem como os Presidentes das Concelhias do Distrito (21).

Da ordem de trabalhos, ressalta o único ponto: ANÁLISE DA SITUAÇÃO POLÍTICA.

quinta-feira, 8 de julho de 2004

FERRO RODRIGUES EM DISCURSO DIRECTO

"A minha confiança no Sr. Presidente da República é uma confiança de há muitos anos e permanece intacta."

"O PS já se está a preparar para governar."

"Esquece o Sr. primeiro-ministro demissionário que estranho e inédito foi o facto de um primeiro-ministro em plenas funções (...) nada ter feito para evitar o convite para Bruxelas."

"Estão também a fazer [o PSD e o CDS-PP] uma tentativa de pressão e de condicionamento do Presidente da República."

"Seria uma total irresponsabilidade pedir eleições antecipadas e depois não estar preparado para governar."

SECRETARIADO DA FEDERAÇÃO E AS ELEIÇÕES ANTECIPADAS

Intervenção do Deputado Nelson Baltazar, em representação do Presidente da Federação de Santarém e do Secretariado, na Comissão Nacional do PS de 29 de Junho de 2004.

Estamos a entrar numa fase em que o reencontro do Partido Socialista com os seus eleitores e com o povo português está a acontecer.

Estamos hoje numa profunda crise económica, social e política que levou o líder da coligação a abandonar o projecto que tinha sido sufragado nas últimas eleições legislativas.

A DEMOCRACIA NÃO É UMA SOCIEDADE ANÓNIMA

Esquecer o rosto do PSD nas eleições legislativas e manipular os resultados eleitorais entregando o testemunho directamente ao herdeiro designado por Durão Barroso, equivale a considerar que os votos nas legislativas de 2002 são acções numa sociedade anónima chamada Assembleia da República.

E mesmo que fosse verdade o certo é que essas acções colocadas no mercado já não têm o valor de uma maioria na Assembleia da República.

Permitir a formação de outro governo do PSD, sem novas eleições, significa beneficiar o infractor premiando um partido cujo líder abandonou o cargo, desrespeitando o compromisso político com os eleitores.

Começou a remodelação por si próprio depois de ter sofrido uma pesada derrota eleitoral, tentando desta forma refrescar a legitimidade de um governo desgastado,

Em democracia realizar eleições, antecipadas ou não, é devolver o poder ao povo. É assim que se resolvem as dúvidas, em democracia o poder não é objecto de trespasse.

A posição do PS deve ser a afirmação desta verdade inalienável em nome dos princípios democráticos que sempre defendemos e sempre colocámos em prática

EM DEMOCRACIA A DECISÃO É A DO VOTO!

Depois da crise de Dezembro de 2001, é justo reconhecer o esforço que tem vindo a ser feito pelos protagonistas do Partido Socialista, em particular pelo nosso Secretário Geral o camarada Ferro Rodrigues, pela equipa que com ele tem trabalhado e pelos camaradas que, através do seu sentido crítico, têm ajudado a encontrar o caminho esforçado para a recuperação da credibilidade política que precisamos. É necessário que os portugueses considerem o nosso projecto uma alternativa a eleger.

Com o trabalho que desenvolvemos e contra todas as vontades dos adversários nas mais diversas frentes, fomos capazes de:

 Combater as apostas do Governo do PSD de que discordámos e reganhar a imagem política de um PS interventor e alternativo nas soluções políticas, na vontade de se renovar, na esperança de contrariar o ciclo político, na capacidade de chamar a si novos militantes;

 Agarrar a oportunidade de cativar os jovens, procurando desta forma a renovação de ideias, a união do partido e a capacidade de regeneração que reconhecemos no PS, mantendo posições claras sobre medidas sociais que implementámos e continuamos a defender.

 Manter a determinação moral para travar as batalhas necessárias, de forma a retomar a vivência em democracia e em liberdade que está a ser posta em causa pelo PSD e muito em particular pelo PP.

É deste ponto que hoje partimos para o reencontro do PS com o direito de governar Portugal, temperando esta vontade com ingredientes que considero urgentes:

 Que se abandonem as discussões sobre pessoas, factos e interesses sectoriais. É preciso encontrar ideias, princípios e fórmulas estratégicas de coesão partidária;

 Que se abandonem os protagonismos pessoais em acções desgarradas. É preciso estabelecer a discussão e o debate à volta de projectos políticos que nos levem a demonstrar e a convencer os eleitores que somos uma alternativa efectiva, à mediocridade que nos tem vindo a ser imposta pela coligação PSD/PP;

 Que possamos perceber que apesar de tudo união não é sinónimo de consenso; discordância não é sinónimo de hostilidade; partilha é antónimo de secretismo e este é inimigo do conhecimento e da liberdade;

 Que possamos em conjunto formar de novo uma equipa, com projecção para o futuro, coesa, dinâmica e vencedora, mas acima de tudo com uma visão estratégica que nos possa motivar pela novidade, pela oportunidade, pela coerência de princípios.

Só assim podemos partir para a saga que é voltar a motivar os portugueses pelas propostas do Partido Socialista.