terça-feira, 23 de novembro de 2010

Encontro de Manuel Alegre com dirigentes da CIP

http://www.manuelalegre2011.pt/
O desemprego é o nosso principal desperdício


Manuel Alegre defendeu hoje a necessidade de “concertação” e de “diálogo” entre os diferentes parceiros sociais como uma das “condições de desenvolvimento” para sair da crise. Após uma reunião com dirigentes da Confederação Empresarial de Portugal, AIP, o candidato considerou que o desemprego é o “nosso principal desperdício” e que o seu combate passa pela criação de riqueza e não pela flexibilização dos despedimentos.

17 de Novembro de 2010

Acompanhado pela mandatária nacional da sua candidatura, Maria de Belém, e pelo seu conselheiro para as questões económicas e director da Faculdade de Economia de Coimbra, José Reis, Manuel Alegre salientou, no final da reunião, a convergência com os responsáveis da CIP quanto à necessidade de “concertação social”.

“Foi uma conversa muito fecunda e com grandes convergências sobre a necessidade da concertação social, indispensável à resolução de muitos dos problemas do nosso país, sobretudo a criação da riqueza, de postos de trabalho e do combate ao principal dos nossos flagelos neste momento que é o desemprego estrutural e porventura até de longa duração”, afirmou.

Convergência, sublinhou o candidato, quanto à necessidade de diálogo, não exclusivamente mediado pelos responsáveis políticos, mas que deve resultar resultar “do diálogo e da concertação entre os diferentes parceiros sociais” e do “próprio diálogo directo” que “é hoje uma das condições do desenvolvimento para podermos sair da situação de crise em que nos encontramos”.

Questionado sobre a recomendação defendida hoje pelos ministros das Finanças europeus, segundo a qual Portugal deveria tornar mais flexível a legislação laboral, Manuel alegre entende que “quem decide sobre essas coisas são os órgãos eleitos e sobre isso a nossa Constituição é clara”.

“A Constituição não foi alterada, a nossa legislação já teve as alterações suficientes, mas o conceito de justa causa está na nossa legislação e é um conceito que eu defendo. Faz falta é crescer a nossa economia, a competitividade, mas isso consegue-se com inovação tecnológica, com inovação social, com incorporação de saber, não é com a liberalização dos despedimentos”, sublinhou, considerando que “o desemprego é, neste momento, o nosso principal desperdício”.

Questionado ainda sobre as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, que em entrevista ao Expresso afirmou que Portugal precisa de um governo de coligação, Manuel Alegre lembrou que esse cenário depende, entre outras coisas, “da vontade política dos partidos”.

“O ministro Luís Amado sabe tão bem como eu que isso depende da vontade política dos partidos políticos e que não houve vontade nesse sentido. Portanto, é uma afirmação, uma opinião. Foram feitas conversações, não houve condições nem me parece haver vontade para que isso aconteça. De qualquer maneira, sou contra soluções de carácter administrativo. A democracia não se suspende e as soluções políticas têm que resultar das conversações entre partidos, da AR e de eleições”, considerou o candidato.